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             :: Disfunção sexual masculina

 

As disfunções sexuais masculinas são mais comuns do que se pode imaginar - e não se trata apenas da impotência, a mais conhecida delas. Há uma série de outras doenças que no total atingem cerca de 50 % da população masculina adulta em todo o mundo. O número vale também para o Brasil e o cenário no Amazonas não é diferente. A procura por tratamento tem aumentado e nos últimos 05 anos houve crescimento significativo nas técnicas utilizadas para curar quem procura os consultórios médicos. 'Somando os tratamentos físicos e psicológicos avanços significativos ocorreram nos medicamentos que podem ser usados para tratar a disfunção sexual, de maneira que agora existem preparações orais eficazes que estão autorizadas para usoem pacientes com impotência sexual, afirma o urologista Anoar Samad, 39. Ele é o médico especialista em Urologia e em distúrbios sexuais masculinos ( Andrologia )

As disfunções sexuais têm vários fatores e há tratamento específico para cada um deles. Algumas vezes é necessário mais que apenas medicamento; outras vezes é necessário ajuda psicológica e há casos que necessitam de cirurgia. Dr. Anoar Samad destaca que o primeiro passo necessário para que os homens que têm disfunções sexuais busquem tratamento é entender a definição do problema. 'Só assim eles saberão que as doenças são tratáveis e que a ajuda de um especialista evitará sofrimentos e os conflitos emocionais que essas doenças causam'.

IMPOTÊNCIA SEXUAL
Das disfunções sexuais masculinas, a impotência é a mais comum. O médico explica que trata-se de uma disfunção ampla que envolve alterações na libido, na ereção, na ejaculação e no orgasmo. No meio médico ganha o nome de disfunção erétil e, literalmente, trata-se da incapacidade de obter ou manter a ereção rígida o suficiente para garantir uma relação sexual satisfatória.

A ereção peniana é uma resposta fisiológica dependente da integração de mecanismos psíquicos, vasculares, endócrinos, nervosos, e musculares desencadeados por estímulos sensitivos locais nos órgãos genitais e por estímulos psicogênicos originados no cérebro. Anoar explica que a anatomia do pênis é especificamente designada para responder a todo esse
processo.O pênis é formado por duas estruturas, chamadas corpos cavernosos, que se iniciam no interior da pelve e caminham
paralelamente até alcançarem a extremidade do pênis. Estes corpos cavernosos são formados por um tecido semelhante a uma esponja que contém muitos vasos sanguíneos. Geralmente as paredes destes vasos sanguíneos ficam contraídas, o que impede que o sangue flua em demasia para o pênis, mantendo-o flácido na maior parte do tempo.Quando o homem é sexualmente estimulado os vasos sanguíneos do pênis se expandem, os corpos cavernosos se relaxam, possibilitando que o sangue entre rapidamente para o pênis.
Ao mesmo tempo, as veias, que normalmente conduzem o sangue para fora do pênis, ficam comprimidas restringindo a quantidade de sangue que sai dos corpos cavernosos. Com mais sangue entrando rapidamente e menos sangue saindo, o pênis aumenta de tamanho e se torna rígido, provocando a ereção. Após o orgasmo acontece o inverso, ou seja, as artérias se fecham, os corpos cavernosos se contraem e o sangue do pênis sai rapidamente pelas veias ocorrendo o fim da ereção.

2. O que causa a disfunção erétil
Admitir esta situação é muito difícil, mas o urologista afirma que a maioria dos homens experimenta, em algum momento de suas vidas, incapacidades ocasionais de ereção, usualmente em razão de estresse temporário, fadiga ou consumo excessivo de álcool. Uma perda ocasional da capacidade de ereção não é algo com que se deva preocupar, mas se esta condição permanece ou interfere na atividade sexual normal do homem é necessário procurar ajuda de um especialista. 'Acreditava-se, de maneira enganosa, que a disfunção erétil tivesse apenas origem psicológica ou fosse o resultado inevitável do processo de envelhecimento', afirma Anoar, destacando que frequentemente se ouviam frases diagnosticando que 'tudo estava na cabeça' ou 'é necessário apenas relaxar'. O médico afirma que atualmente se sabe que a maioria dos casos de disfunção erétil tem origem física e cerca de 40% tem origem psicológica. Alguns problemas fisiológicos e sociais aparecem como fatores de risco para desenvolvimento de disfunção erétil: diabetes, obstruções arteriais, colesterol elevado, fumo e álcool, drogas, obesidade, efeito colateral de medicamentos (principalmente para tratar pressão alta), infarto do miocárdio, insuficiência renal ou hepática.Já as causas psicológicas de impotência são: falta de conhecimento sexual, depressão, estresse seja relacionado a problemas domésticos ou profissionais, relação interpessoal inadequada ou sua deteriorização, orientação sexual mal resolvida.

IDADE PARA TRATAMENTO
Com o avançar da idade começam a aparecer doenças que podem afetar a ereção, mas, de acordo com Anoar, é a atitude e não a idade a maior barreira para o tratamento da disfunção erétil. 'Muitos homens, ao invés de procurar tratamento se acomodam dando desculpas relacionadas a idade, quando este não é um impecilho, já que existem cada vez mais opções disponíveis para tratar o problema, seja lá em que idade for'.

3. Tipos de tratamento para disfunção erétil
* Injeções intracavernosa de substâncias Com o surgimento de novas drogas de uso oral diminui muito o uso das injeções intracavernosa de substâncias, mas ainda há espaço para uso tanto no diagnóstico como no tratamento de disfunção erétil. As drogas mais utilizadas são a Prostaglandina E1, a Papaverina e a Fentolamina, podendo inclusive serem usadas em associação. O principal inconveniente seria a própria injeção, que é aplicada na face lateral do pênis com uma agulha fina e seringa graduada para a injeção exata da dose graduada. O urologista alerta que o principal cuidado a ser tomado é para aplicá-la no local correto, seguindo orientação médica.

* Dispositivo de ereção à vácuo
Este é um método de difícil aceitação por parte dos pacientes e com um índice de satisfação bastante baixo. Anoar observa que ele dificilmente o recomenda como opção de tratamento. Trata-se de um cilindro que cria uma pressão negativa fazendo com que todos os tecidos do pênis tornem-se irrigados com sangue produzindo um estado de 'ereção' mantido por algum tempo com auxilio de um anel de borracha colocado na base do pênis, com o objetivo de impedir a saída do sangue pelo sistema venoso superficial.

* Cremes tópicos e pomadas
A aplicação de cremes e pomadas na pele é um dos meios mais antigos de se administrar drogas no corpo. O conceito de aplicação de creme no pênis para alcançar a ereção tem suas atrações, mas ainda não está claro como as drogas aplicadas sobre o pênis alcançariam o corpo cavernoso e não provocaria efeitos colaterais locais ou sistêmicos tanto no paciente como em sua parceira. De longe o mais impressionante resultado clínico para um creme tópico em um homem com disfunção erétil foi obtido com uma mistura entre aminofilina, dinitrato de isosorbida e codergocrina ou 'creme triplo'. Ainda em fase de testes não foi aprovado ainda para este uso.No momento cremes tópicos e pomadas são de pouco valor prático, é possível, entretanto, que conforme se consiga maior conhecimento a respeito da fisiologia e da farmacologia da ereção peniana, aumente o número de agentes tópicos que provem o seu valor no tratamento da disfunção erétil.

* Próteses Penianas
A primeira tentativa com implante de algum material no sentido de assegurar a rigidez peniana data de várias décadas. Nos últimos anos, com o desenvolvimento de novos materiais e avanços tecnológicos, o uso de implante de próteses penianasaumentou e se tornou bem mais eficiente e seguro. Na avaliação de Anoar, todo médico que se dispõe a trabalhar com portadores de disfunção erétil deve conhecer o manuseio e as técnicas de implante de prótese peniana, sejam elas semi rígidas ou infláveis. As indicações básicas de seu uso são as disfunções eréteis de origem orgânica ou física severas em que outros tratamentos propostos não alcançaram sucesso ou não são aceitos pelos pacientes. Homens com disfunção erétil psicogênica que não respondam a qualquer método de psicoterapia associada e que não tenham alcançado sucesso com outra forma de tratamento podem ter indicação de prótese peniana. As próteses penianas podem ser semi rígidas ou infláveis. Na maioria dos serviços de andrologia mundial a prótese semi rígida é a mais utilizada. Em geral são compostas por uma camada de silicone firme que reveste uma outra de silicone macio, ambas envolvendo uma cordoalha de prata que permite uma boa rigidez na ereção e dá ao implante uma maleabilidade satisfatória. A colocação da prótese é um método que além de ser de fácil implante tem baixo índice de complicação, promove uma rigidez peniana adequada com altas taxas de sucesso e com excelente satisfação na relação paciente/parceira.

4. Problema com pênis pequeno
Além da questão erétil há um outro fator que sempre esteve relacionado a auto imagem sexual do homem: a dimensão do pênis. Com a liberação sexual destes tempos e o interesse feminino por conhecer o aspecto estético e o tamanho dos genitais masculinos, aumentou de forma extraordinária o temor do homem em não ser considerado normal por sua parceira. O 'pênis pequeno', de acordo com Anoar, como sinal negativo externo de identidade sexual cria um impacto psicológico, talvez só comparado ao da 'mama pequena' na mulher. Por isso, não é de estranhar que a procura por técnicas de aumento peniano venha sendo incrementada progressivamente nos últimos anos.

O tamanho médio do pênis do homem adulto varia de 8,5 a 9,4 centímetros em flacidez e de 12,9 a 14,1 centímetros em ereção. O micropênis adulto é caracterizado por ser menor que 4,5 centímetros em flácides ou 7,5 centímetros em ereção. O urologista chama a atenção para o fato da grande maioria de pacientes que procura atendimento queixando-se de possuir pênis pequeno têm o pênis normal, portanto deve ser encaminhado para terapia psicológica para tentar descobrir e tratar o real problema. No que diz respeito aos pacientes obesos, Anoar chama atenção para a lipoaspiração púbica, que apresenta bons resultados. O médico destaca que a proposta de aumento peniano somente com finalidade estética ainda deve ser encarada em pacientes selecionados e seguir critérios do conselho federal de medicina.

EJACULAÇÃO PRECOCE
Outra Disfunção sexual masculina é a ejaculação precoce, aquela que ocorre a partir de um estímulo sexual mínimo, antes do
momento desejado, impossibilitando que a parceira atinja o orgasmo. Pode ocorrer logo após ou mesmo antes da penetração
do pênis na vagina.
Estima-se que cerca de 30% dos homens que sofrem de ejaculação precoce ejaculem antes da penetração. 'Claro que se isto acontece apenas ocasionalmente não podemos dizer que o homem é um ejaculador precoce, pois outros fatores podem influenciar o desempenho sexual, como por exemplo a ansiedade, as condições físicas de saúde, disfunção erétil e cansaço, entre outros. No entanto se o problema persiste a consulta ao médico especialista torna-se fundamental', afirma. Não há uma causa bem definida para a ejaculação precoce, explica o urologista, mas estudos apontam para causas psicológicas - em sua grande maioria-, orgânicas e mistas.
Entre as causas psicológicas podemos destacar, por exemplo, o ansiedade e segurança sexual que acompanha a maioria dos homens. Como causas orgânicas podem-se mencionar prostatites, uretrites e cirurgias pélvicas. Alguns homens que cessam o uso regular de álcool podem desenvolver ejaculação precoce porque se basearam no uso do álcool para adiar o orgasmo, ao invés de aprenderam outras estratégias mais adequadas.
Anoar observa que existem várias formas de tratamento da ejaculação precoce como uso de medicamentos por via oral e cremes de aplicação diretamente no pênis , exercícios orientados, terapias comportamentais, terapias de casal e outros tipos de psicoterapias.

5. Tratamentos disponíveis para a disfunção erétil
Sendo a ereção um mecanismo complexo e dependente de vários fatores não há uma fórmula exata capaz de resolver o problema e diversas opções podem ser experimentadas antes que seja encontrado o caminho satisfatório. Entre as opções de
tratamento estão a psicoterapia e terapia comportamental. 'Isso é importante em todas as formas de disfunção erétil para aliviar a ansiedade sexual, intervindo de forma terapêutica em todos os pacientes com disfunção erétil', afirma Anoar.O 'higiênico' é outra opção de tratamento que pode ser seguida. É caracterizado, basicamente, por uma mudança de hábitos do paciente para evitar os fatores que são nocivos à possibilidade de uma função sexual normal. 'Busca-se aí uma dieta balanceada com exercícios físicos orientados, diminuição da ingestão de álcool, interrupção no hábito de fumar e abandono das drogas nocivas à ereção' Outro tipo de tratamento é o clínico, que abrange uma série de recursos, passando por medicamentos e, até, cirurgias. O urologista faz questão de salientar que somente cerca de 5% dos casos de disfunção erétil são devidos a deficiências hormonais, por isso deve ser muito criterioso o uso de normal. 'Pode-se ter, por conta do uso indevido de hormônios,
o desenvolvimento acelerado de um câncer de próstata', observa.
O médico afirma que o surgimento de novas drogas de administração oral, seguras e eficazes, vieram revolucionar o tratamento da disfunção erétil. Dada esta opção a maioria dos homens escolhe um tratamento oral, ao invés de uma injeção intracavernosa ou um dispositivo de ereção à vácuo, artifícios usados para garantir a ereção.

O Viagra que surgiu a cerca de 3 anos veio para revolucionar o tratamento. Este medicamento deve ser tomado cerca de 45 minutos antes de uma relação sexual e ,na maioria dos pacientes, provoca uma melhoria na qualidade da ereção.

O Ciallis, um medicamento lançado recentemente no mercado tem um efeito mais prolongado ( cerca de 30 h ) provocando também uma melhoria na qualidade da ereção.
O Levitra, também lançado recentemente, deve ser tomado cerca de uma hora antes da relação sexual com efeito semelhantes aos anteriores.

O importante, salienta Dr. Anoar Samad, é que hoje temos opções para atender tipos diferentes de pacientes, daí a importância da consulta ao especilista e discutir com ele suas necessidades para se decidir qual o melhor tratamento para o paciente.
Anoar ressalta ainda que “felismente temos vários tratamentos para tratar a impotência e Infelismente estes tratamentos não estão disponíveis para todos devido ao preço dos medicamentos, ou seja , não basta querer tratar a impotência, também tem de poder tratar”.

                        
 

 

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             :: O que é fimose?


Fimose é a incapacidade de expor a glande ( parte final do pênis ), devido a presença de uma pele (prepúcio) que a recobre. Podendo ser uma condição congênita ( que ocorre ao nascimento ) ou adquirida ( que ocorre após infecções do pênis ).

O que a fimose pode causar ?
Quase toda criança nasce portando fimose a qual perdura habitualmente até os 2 anos de idade e ,quando assintomática (sem causar sintomas) não necessita tratamento.Até a idade de 1 ano , o prepúcio (pele do pênis) é constituído por um tecido muito delicado, especialmente em sua extremidade . O hábito de tentar-se promover a exteriorização da glande(através do exercício) leva, com bastante freqüência, ao aparecimento de rachaduras com sangramentos freqüentes. É comum recebermos mães informando que antes faziam o exercício conseguindo a exposição total da glande, mas que depois não mais conseguiram devido à fibrose no local levando à impossibilidade de limpeza da glande com infecções locais, dificuldade para a criança urinar e até mesmo infecções urinárias.

No adulto a fimose pode causar: 1) dificuldade para a micção, levando à infecções de urina; 2) dor durante a relação sexual; 3) dificuldade para a limpeza completa do pênis, ocorrendo o acúmulo de secreções (esmegma); 4) parafimose ( condição na qual o prepúcio, uma vez retraído sobre a glande, não pode ser recolocado na sua posição normal, levando ao inchaço e dor ). Inclusive, pessoas que apresentam fimose desde o nascimento, têm um risco maior de terem câncer do pênis, devido à má higiene local e a presença de infecções.

Como é feito o tratamento ?
Existem alguns cremes que podem ajudar e muito a resolução da fimose, mas a maioria dos casos se resolve através de uma cirurgia ( postectomia ), na qual é retirado o excesso de pele do pênis e feito uma plástica. Esta cirurgia se faz com anestesia local em adultos, ou anestesia geral em crianças (sedação), recebendo alta hospitalar no mesmo dia.

Quando é necessário a cirurgia ?
Ela é necessária quando ocorre :
a) infecções frequentes do pênis e de urina;
b) dor e dificuldade na micção;
c) dor nas relações sexuais;
d) presença de parafimose;
e) o desejo do próprio paciente de corrigir o defeito estético.

Qual a melhor idade de realizar a cirurgia?
A idade ideal seria aquela em que a criança passa a não usar mais a fralda, ou seja, em torno de 2 anos de idade . Entretanto,a cirurgia poderá ser antecipada quando na presença de sintomas , especialmente:
1) Impossibilidade em expor a glande com dificuldade de urinar
2) Infecção urinária na criança (uma única crise já indica)
3) Balanopostite (infecção local do pênis) de repetição. No adulto a cirurgia deve sempre ser realizada !